Os Estados Unidos anunciaram uma mudança significativa nas regras de vistos que pode deixar mais cara e complexa a entrada de turistas e viajantes de muitos países. A partir de 21 de janeiro de 2026, cidadãos de um grupo ampliado de nações deverão depositar uma caução financeira alta como condição para obter vistos de turismo ou negócios (categoria B1/B2).
A nova política, parte de um programa ampliado do Departamento de Estado, exige que solicitantes de visto provenientes de 38 países apresentem uma garantia financeira (caução) que pode variar entre US$ 5.000, US$ 10.000 e até US$ 15.000, definida individualmente durante a entrevista consular. O objetivo, segundo o governo americano, é reduzir os casos de visitantes que permanecem no país além do prazo permitido pelo visto. Mesmo assim, o pagamento da caução não garante a emissão do visto; ela só é devolvida se o viajante cumprir todas as regras de entrada e saída ou tiver o visto negado.
Entre os países agora incluídos na exigência estão diversas nações da África, Ásia, e América Latina, como Cuba, Venezuela, Angola, Cabo Verde, Bangladesh, Senegal e outros. A medida representa uma barreira financeira significativa para muitos viajantes, pois os valores exigidos são muito superiores ao custo de emissão do visto tradicional e tornam mais difícil o planejamento de viagens turísticas e familiares aos Estados Unidos.
Além da caução elevada, essa mudança ocorre em meio a um pacote mais amplo de políticas de imigração e vistos mais rígidos, incluindo taxas adicionais para pedidos de visto e exigência de entrevistas presenciais. Setores da indústria do turismo expressaram preocupação de que a medida possa desencorajar visitantes internacionais e afetar a competitividade dos EUA como destino turístico global.