O preço do ovo voltou a subir e já é possível encontrar cartelas por até R$ 35 em mercados de Salvador, pressionando o orçamento das famílias. Apesar de ser um alimento básico e tradicionalmente mais barato, o produto vem sofrendo oscilações fortes desde o início de 2026.
A principal explicação está no aumento da demanda. Com a chegada da Quaresma, período em que muitas pessoas reduzem o consumo de carne, o ovo passa a ser uma das principais alternativas de proteína. Esse movimento aquece as vendas e eleva os preços em todo o país, conforme apontam levantamentos do site especializado em agronegócio Broto.
Outro fator importante é o custo de produção. A alimentação das galinhas depende principalmente de milho e farelo de soja, que ficaram mais caros nos últimos meses. Com isso, os produtores repassam parte desse aumento ao consumidor final, segundo análises publicadas pela Revista Oeste sobre o setor.
As condições climáticas também influenciam. Ondas de calor registradas recentemente reduziram a produtividade das aves, diminuindo a oferta de ovos no mercado. De acordo com estudos divulgados pela UniCesumar, o calor intenso impacta diretamente a produção, contribuindo para a alta dos preços.
Além disso, o início do ano trouxe uma mudança no comportamento de consumo. Após um período de preços baixos em 2025, houve uma recuperação em 2026 com a volta às aulas e da rotina das famílias, aumentando a procura pelo alimento, conforme reportagens do portal Em Tempo.
Mesmo com a alta recente, especialistas apontam que os preços ainda não atingiram os níveis mais extremos do ano passado. A tendência é que o valor permaneça elevado durante a Quaresma e possa recuar gradualmente após a Páscoa, ainda segundo análises do setor divulgadas pelo portal Broto.
Na prática, o consumidor de Salvador sente no dia a dia o impacto de um cenário que mistura clima, custo de produção e aumento da demanda — uma combinação que transformou o ovo, antes símbolo de economia, em mais um item pressionando o custo de vida.