O governo da Suécia anunciou medidas mais rígidas na política criminal, incluindo a redução da idade penal e a criação de unidades prisionais específicas para jovens a partir de 13 anos. A proposta surge em meio ao aumento da violência envolvendo adolescentes, especialmente ligada a facções criminosas.
Nos últimos anos, autoridades suecas têm demonstrado preocupação com o crescimento de crimes cometidos por menores, como tráfico de drogas, roubos e até homicídios. Segundo o governo, organizações criminosas estariam recrutando adolescentes cada vez mais novos, aproveitando-se das leis mais brandas para menores de idade.
Diante desse cenário, a nova política prevê não apenas punições mais duras, mas também a construção de centros de detenção adaptados para jovens infratores. A ideia é separar esses adolescentes do sistema prisional adulto, oferecendo um ambiente com maior controle, mas também com foco em reabilitação e acompanhamento psicológico.
A proposta, no entanto, divide opiniões dentro da Europa. Especialistas em direitos humanos alertam que a redução da maioridade penal pode não resolver o problema da criminalidade e ainda expor jovens a riscos maiores dentro do sistema de justiça. Organizações defendem que o foco deveria estar em prevenção, educação e políticas sociais.
Por outro lado, membros do governo argumentam que a medida é necessária para conter o avanço das gangues e restaurar a sensação de segurança no país. Para eles, a legislação atual não acompanha a realidade das ruas, onde adolescentes têm sido usados como instrumentos do crime organizado.
O debate segue intenso na Suécia, refletindo um dilema enfrentado por diversos países: como equilibrar punição e reabilitação ao lidar com jovens envolvidos na criminalidade.