Donald Trump vê “boa chance” de fechar acordo com Xi Jinping nesta semana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que vê uma “boa chance” de fechar um acordo comercial com a China no encontro que terá com o presidente Xi Jinping ainda esta semana.
Durante entrevistas à imprensa, Trump disse que a relação com a China pode dar um salto e que visita ao país foi colocada “no início deste ano-que-vem”.
As negociações vêm após meses de tensão entre as duas maiores potências econômicas do mundo — temas como tarifas sobre produtos chineses, restrições a minérios raros, exportações e segurança tecnológica estão na mesa. O otimismo de Trump surge como tentativa de reverter esse impasse.
O que está em jogo:
- A China detém forte presença em minérios raros, que são vitais para eletrônicos, carros elétricos e defesa — isso dá a ela poder de barganha.
- Os EUA, por sua vez, buscam reequilibrar a balança comercial, proteger sua indústria e garantir acesso a tecnologias críticas.
- Um acordo com Xi poderia significar redução de tarifas, maior cooperação em setores estratégicos e alívio em cadeias globais de produção.
- Por outro lado, qualquer falha nas negociações pode reabrir hostilidades comerciais, intensificar retaliações e afetar mercados mundo afora.
Por que isso importa pra além dos EUA e China:
- Brasil, Bahia, Salvador — todo mundo sente: cadeias de produtos, exportações, importações e preços globais dependem desse jogo entre grandes potências.
- Um bom desfecho pode gerar estabilidade nas trocas comerciais, impulsionar exportações e ampliar mercados para commodities brasileiras.
- Uma ruptura ou escalada, no entanto, pode provocar aumento de tarifas, mais protecionismo, mais impacto em países emergentes que vivem de exportar ou importar desses blocos.
- Em suma: o acordo não é apenas “entre dois caras chiques” — ele molda o comércio mundial, afeta emprego, preço de bens, investimento e futuro econômico de muitas nações.