O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, deu início formal às negociações para um acordo de delação premiada ao firmar um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). A assinatura ocorreu nesta quinta-feira (19) e estabelece sigilo absoluto sobre as tratativas.
O avanço nas negociações ocorre em paralelo a uma decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a transferência de Vorcaro da Penitenciária Federal de Brasília para uma cela na Superintendência da Polícia Federal na capital. O empresário está preso preventivamente desde o início de março.
A defesa de Vorcaro passou a ser liderada pelo advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido por atuar em acordos de colaboração premiada de grande repercussão, como o do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, no âmbito da Lava Jato.
Caso o acordo seja fechado, o empresário poderá obter benefícios judiciais, desde que apresente informações capazes de embasar denúncias por parte da PGR.
Investigação aponta atuação direta
Ao autorizar medidas no inquérito, Mendonça destacou indícios de que Vorcaro teve participação ativa na estrutura financeira investigada. Segundo o ministro, o empresário “manteve atuação direta na condução de estratégias financeiras e institucionais” do Banco Master.
O despacho também menciona que há elementos que indicam a utilização de um modelo de captação baseado na emissão de títulos com remuneração acima da média de mercado, com posterior direcionamento dos recursos para ativos de maior risco e baixa liquidez.
Fonte: InfoMoney