As pesquisas mais recentes sobre a corrida presidencial de 2026 mostram um cenário de forte polarização no país, com Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro mantendo as maiores intenções de voto. Embora Lula apareça numericamente à frente na maior parte dos levantamentos, a diferença entre os dois não é suficiente para definir um favorito absoluto, indicando uma disputa aberta e potencialmente acirrada até o dia da eleição.
No cenário de primeiro turno, Lula tem variado entre 34% e 39%, enquanto Bolsonaro aparece entre 28% e 33%, dependendo da metodologia e do momento da pesquisa. A vantagem do atual presidente se mantém estável, mas não confortável. A presença de candidatos alternativos no centro e na direita ainda não altera significativamente a liderança dos dois nomes mais fortes, que concentram a maior parte do eleitorado.
Segundo turno segue apertado
Nas simulações de segundo turno, Lula mantém vantagem, mas dentro de um intervalo considerado competitivo. A diferença entre os dois costuma ficar entre 4 e 6 pontos, com Lula entre 44% e 47% e Bolsonaro entre 40% e 43%. Os votos brancos, nulos e indecisos ainda representam uma parcela relevante entre 8% e 12% e podem ser decisivos no afunilamento da disputa.
O equilíbrio entre os candidatos reflete também os elevados índices de rejeição de ambos. Os percentuais de eleitores que afirmam não votar “de jeito nenhum” em Lula ou Bolsonaro permanecem próximos, na casa dos 40% a 45%, reforçando o cenário polarizado que marcou as últimas eleições.
Fatores que podem mudar o jogo
A dinâmica eleitoral de 2026 ainda depende de variáveis importantes:
• A possível presença de novos nomes à direita, que podem atrair parte do eleitorado bolsonarista.
• O desempenho da economia e do emprego ao longo de 2025 e 2026.
• A consolidação ou enfraquecimento de candidaturas alternativas no centro.
• A influência de debates, alianças regionais e movimentações judiciais.
Mesmo com Lula hoje numericamente à frente, analistas apontam que a disputa tende a permanecer aberta até a reta final, especialmente se a margem entre os dois continuar estreita.