O programa apresentado por Ratinho no SBT passou a enfrentar forte pressão pública após declarações consideradas transfóbicas contra a deputada federal Erika Hilton. A repercussão nas redes sociais e entre organizações de direitos humanos levantou a possibilidade de que a atração possa sofrer sanções ou até sair temporariamente do ar.
Após a polêmica, internautas iniciaram campanhas de boicote ao programa e cobraram um posicionamento da emissora. Entidades ligadas à defesa dos direitos da população LGBTQIA+ também criticaram as falas do apresentador, afirmando que declarações desse tipo reforçam preconceitos e contribuem para a discriminação contra pessoas trans.
A discussão também ganhou dimensão jurídica. Desde 2019, uma decisão do Supremo Tribunal Federal equipara homofobia e transfobia ao crime de racismo, o que significa que manifestações consideradas discriminatórias podem resultar em processos judiciais, multas e até pena de prisão, dependendo da gravidade do caso.
Até o momento, o SBT não confirmou oficialmente qualquer decisão sobre retirar o programa do ar. No entanto, fontes apontam que a emissora acompanha a repercussão e avalia os desdobramentos da crise de imagem provocada pela polêmica.
O episódio reacende o debate sobre responsabilidade na comunicação e respeito à diversidade, especialmente em programas de grande audiência. Especialistas destacam que figuras públicas e veículos de mídia possuem papel importante na construção de um ambiente social mais respeitoso e livre de discriminação.