O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, classificando a medida como uma “vergonha global”. A declaração foi feita durante agenda internacional, em que o líder brasileiro reforçou sua posição histórica contra sanções unilaterais que, segundo ele, penalizam diretamente a população civil.
Lula destacou que o embargo, em vigor desde a década de 1960, é um dos mais longos da história contemporânea e tem impactos profundos na economia cubana, dificultando o acesso a medicamentos, alimentos e investimentos estrangeiros. Para o presidente, a manutenção dessa política vai na contramão dos princípios de cooperação internacional e desenvolvimento sustentável.
O posicionamento do Brasil acompanha resoluções recorrentes da Organização das Nações Unidas, que há anos condena o embargo em votações quase unânimes na Assembleia Geral. Lula ressaltou que a comunidade internacional já demonstrou, de forma clara, ser contrária à continuidade das sanções, mas que os EUA seguem mantendo a medida por razões políticas e estratégicas.
Além da crítica, o presidente brasileiro também enviou um recado direto a Estados Unidos, defendendo a necessidade de revisão da política externa em relação a Cuba e maior abertura ao diálogo. Segundo ele, o fim do embargo poderia representar um avanço significativo para a integração regional e para a melhoria das condições de vida do povo cubano.
A fala de Lula reforça o papel do Brasil como defensor do multilateralismo e do diálogo diplomático, especialmente em temas sensíveis envolvendo soberania nacional e direitos humanos. O tema deve continuar sendo debatido em fóruns internacionais, com pressão crescente de países que pedem o fim das restrições econômicas impostas à ilha caribenha.