O presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula com a cúpula do Senado um acordo para tentar levar ao plenário a proposta que acaba com a escala 6×1 entre o primeiro e o segundo turno das eleições. A negociação ocorre após a votação da matéria ter sido adiada para depois do primeiro turno.
A expectativa discutida entre integrantes do governo e lideranças do Senado é que a PEC possa ser analisada na semana seguinte ao primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ainda não há, porém, uma data oficialmente definida para a votação.
A proposta já passou pela Câmara dos Deputados em dois turnos. O texto aprovado estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho, com dois dias de descanso, além da manutenção dos salários.
No Senado, a proposta também já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda precisa passar por dois turnos de votação no plenário. A aprovação de uma PEC exige o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada turno.
A negociação entre o governo e a presidência do Senado ocorre em meio ao calendário eleitoral. O objetivo anunciado pelos articuladores governistas é tentar concluir a análise da proposta antes do segundo turno, embora o cronograma ainda dependa de acordo político e das etapas regimentais da Casa.