Uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (20), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra Flávio com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%. Apesar da diferença de três pontos percentuais, os candidatos permanecem em situação de empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa.
No cenário de votos válidos, que desconsidera votos brancos, nulos e eleitores indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 52%, contra 48% de Lula. A diferença de quatro pontos percentuais está no limite da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Entre os entrevistados, 5% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 2% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também revela diferenças importantes nas preferências eleitorais entre as regiões brasileiras. Lula mantém vantagem numérica no Nordeste, onde aparece com 62% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Já o senador registra vantagem no Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste, segundo os resultados regionais apresentados pelo instituto.
Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada no início de outubro, Flávio Bolsonaro passou de 46% para 48% das intenções de voto totais, enquanto Lula permaneceu com 45%. A diferença numérica entre os dois candidatos aumentou de um para três pontos percentuais, mas as oscilações não permitem afirmar, isoladamente, que houve uma mudança estatisticamente significativa na preferência do eleitorado.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02952/2026. Com a votação marcada para domingo (25), o cenário permanece competitivo, e os resultados representam uma estimativa das intenções de voto, não uma previsão definitiva do resultado das urnas.