O mês de outubro é marcado pela campanha Outubro Verde, que busca conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da sífilis e da sífilis congênita. Na Bahia, foram registrados 16.207 casos da infecção sexualmente transmissível (IST) em 2025, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A mobilização reforça a importância da informação e do acesso aos serviços de saúde.
A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo. A infecção também pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez ou no parto, caracterizando a sífilis congênita. Quando não identificada e tratada adequadamente, a doença pode provocar complicações graves, especialmente durante a gestação.
Entre os sinais mais comuns estão feridas geralmente indolores na região genital, manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, além de febre e lesões nas mucosas. No entanto, a infecção também pode permanecer sem sintomas por períodos prolongados, o que torna a testagem fundamental para identificar os casos e iniciar o tratamento.
O diagnóstico pode ser realizado por meio de testes rápidos, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A sífilis tem cura, e o tratamento é feito com antibióticos, principalmente a penicilina benzatina, conforme avaliação dos profissionais de saúde. Também é importante que as parcerias sexuais sejam avaliadas e, quando necessário, tratadas para evitar novas infecções.
A campanha Outubro Verde também destaca a importância do acompanhamento pré-natal para prevenir a transmissão da bactéria para o bebê. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado durante a gestação reduzem os riscos de complicações, como parto prematuro, aborto e problemas de saúde na criança. A orientação é que a população procure uma unidade de saúde para realizar a testagem e esclarecer dúvidas sobre prevenção e tratamento.